Metodologia
Como coletamos, calculamos e apresentamos cada número. Nosso compromisso é simples: todo dado exibido pode ser rastreado até uma fonte oficial, com data e recorte explícitos.
Como um dado chega ao portal
1. Coleta na fonte primária
Sempre que possível, buscamos o dado diretamente do órgão oficial que o produz (API, microdados ou bases abertas). Registramos a fonte, o recorte territorial e a data de referência de cada número.
2. Padronização territorial
Todo dado é ligado ao código IBGE do município (7 dígitos), o identificador que conecta bases de fontes diferentes. É isso que permite cruzar educação, saúde e economia para o mesmo lugar.
3. Cálculo e normalização
Quando calculamos taxas e índices (ex.: leitos por 10 mil habitantes), usamos o denominador populacional oficial e documentamos a fórmula. Comparações só são feitas entre períodos e metodologias equivalentes.
4. Verificação (quatro-olhos)
A procedência e o cálculo de cada indicador são conferidos por alguém diferente de quem os preparou antes de irem ao ar. Unidade, granularidade e defasagem são checadas para evitar erro de leitura.
5. Publicação com procedência
Cada número exibido carrega fonte e ano (ex.: "IBGE · Censo 2022"). O leitor consegue rastrear o dado até a origem primária.
"Dado não disponível" nunca vira zero
Esta é uma regra inegociável. Quando uma fonte não tem informação para um município, nós dizemos exatamente isso — "dado não disponível" — e nunca substituímos a ausência por um zero, por uma estimativa disfarçada ou por um espaço em branco silencioso.
Leitos de UTI: 0 — sugere que a cidade não tem leitos, quando na verdade o dado não foi informado.
Leitos de UTI: dado não disponível — a ausência de informação é honesta e não distorce comparações.
Zero e "não disponível" são coisas diferentes. Confundi-los produz rankings injustos e alarmes falsos. Por isso a cobertura parcial de uma base é sempre sinalizada (ex.: "612 de 645 municípios têm este dado").
O semáforo: bom, atenção e crítico
Para o cidadão entender rapidamente como está sua cidade, resumimos muitos indicadores em um semáforo de três estados. Ele nunca depende só de cor — traz sempre texto e ícone, por acessibilidade — e é apenas uma leitura-síntese: o número e a fonte estão sempre visíveis ao lado.
O indicador está dentro ou acima da referência esperada (meta oficial, média do estado ou do país).
O indicador está abaixo do esperado ou em tendência de piora — merece acompanhamento.
O indicador está em situação grave frente à referência. Sempre acompanhado de contexto e comparação justa.
Rankings usam comparação justa (cidades semelhantes) e trazem contexto. Evitamos listas absolutas que estigmatizem lugares ou populações.
Principais fontes
Preferimos fontes oficiais, abertas e reproduzíveis. Entre as principais:
- IBGE / SIDRATerritório, demografia, renda e economia (Censo, PNAD, Contas Regionais)
- INEP · MECEducação básica e superior (Censo Escolar, IDEB, SAEB, e-MEC)
- DataSUS / CNESSaúde: rede, leitos, mortalidade e nascimentos (SIM, SINASC, SIH, PNI)
- CAGED · RAISEmprego formal e mercado de trabalho
- Tesouro · SiconfiOrçamento, receitas e transferências (FPM, ICMS, ISS)
- INPEMeio ambiente: desmatamento e queimadas (PRODES, DETER, TerraBrasilis)
- SNIS · ANEEL · ANATELInfraestrutura: saneamento, energia e conectividade
- SINESP · DEPEN · FBSPSegurança pública e sistema prisional
- TSE · CGUGoverno: eleitos, votações e transparência de gastos
Cada tela de área lista as fontes específicas usadas e, quando pertinente, ressalvas de comparabilidade e defasagem. Encontrou uma inconsistência? Veja nossa política de correções.